Mais de 150 alunos imigrantes se formam em cursos do CAMI

No último domingo, dia 8 de julho, mais de 150 alunos, em grande parte, bolivianos, além de peruanos, chilenos, paraguaios, haitianos, entre outras nacionalidades de imigrantes e refugiados, se formaram nos cursos de português básico e intermediário, eletricidade e informática, oferecidos pelo CAMI.

Para além da formação específica, os cursos trabalham o conceito amplo de cidadania, de forma que os alunos possam saber dos seus direitos e participar dos processos políticos no Brasil, ainda que no âmbito dos movimentos sociais. Além dos alunos, familiares e professores estiveram presentes para celebrar o momento importante.

A formatura contou com a palestra da assistente social Adalgisa de Castro Silva, do Instituto Clemente Ferreira, instituição que foi fundada em 1913 e administrada pelo governo estadual, pioneira no combate a tuberculose. A senhora Adalgisa palestrou sobre a questão da saúde, sobretudo, prevenção aos casos de tuberculose entre os imigrantes bolivianos trabalhadores das oficinas de costura, que representam a segunda maior população na cidade de São Paulo com casos deste tipo atrás apenas dos moradores em situação de rua.

No momento da entrega dos diplomas pelos professores dos cursos, entre os alunos, destacou-se o hatiano Olson Oscar, 30 anos de idade, há 2 anos residente no Brasil. Ele foi aluno de 3 dos cursos oferecidos – Português básico, intermediário e informática básico – e estava super feliz de receber os diplomas. “O curso de português foi importante, pois eu não sabia escrever direito, agora melhorou bastante. Contribuiu também para eu ter noções de direitos humanos e cidadania!”, declarou Olson.

Para a paraguaia, Lucila Alonso, 30 anos, há 10 anos no Brasil, o curso de português básico a amparou a se comunicar melhor no seu cotidiano. “Muitas pessoas praticam bullying e discriminação aqui na cidade de São Paulo. Eu trabalho com muitos brasileiros e é super positivo que eu compreenda os direitos que eu tenho no país, o curso possibilita isso!”.

“Os cursos profissionalizantes ou de idioma não podem estar separados dos direitos e do exercício da cidadania . Os alunos não vão aprender apenas a fazer uma peça de roupa, por exemplo, mas vão aprender a exigir seus direitos!”, destaca o coordenador do CAMI, Roque Patussi.

No final, após a entrega dos diplomas, todos se sentiam agraciados com uma etapa cumprida em suas vidas. Alunos, familiares e professores, confraternizaram o momento importante com um bolo feito para todos os presentes.

O CAMI parabeniza todos os alunos por mais essa vitória na busca coletiva de uma sociedade mais inclusiva.

E você, migrante, já pode se programar: as inscrições para os cursos que serão oferecidos no segundo semestre acontecem em 5 de agosto, na sede do CAMI.

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